domingo, 18 de março de 2012

MWM E O ARLA 32


MWM distribui Arla 32 em mais de 350 pontos de sua rede autorizada
por Fábio Rogério
da Redação do Portal


A fabricante de motores MWM iniciou neste mês a distribuição do Arla 32, agente líquido que deve ser aplicado em motores Euro 5, para mais de 350 pontos de sua rede autorizada em todo o Brasil. Questionada pelo Portal Brasil Caminhoneiro, a empresa não informa quanto custará as embalagens de 20 litros que serão vendidas, respondendo somente que o “preço inicial será bem competitivo em relação ao mercado”. O fornecedor de Arla da MWM será a Tirreno, indústria química paulista que há 23 anos atua no setor de fluidos automotivos.

Ainda sem uma data definida para o início das vendas do Arla, a MWM também não revela quantos litros serão colocados à disposição dos consumidores. Em nota, explicou que como “a distribuição está em fase inicial, a empresa aguarda um retorno da demanda do mercado para realizar uma previsão exata” da quantidade necessária do produto.

Desde 1º de janeiro, caminhões com a tecnologia SCR terão que utilizar o Arla 32. Ao ser injetado no catalisador, o agente vaporiza e se decompõe, convertendo o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, não poluentes. Em breve, o produto será vendido em embalagens de diversos tamanhos, atendendo as necessidades de armazenamento do consumidor final.

Para o perfeito funcionamento do Arla 32, a MWM recomenda que o consumidor esteja atento e confira se a embalagem do produto traz o selo do Inmetro, o certificado ISO 22241-1 e especificações que obedeçam à Portaria Inmetro 139 de 21/03/2011.

Foto: Divulgação Volvo

ARLA 32 BLUE AIR


O ARLA 32 Blue Air é uma solução aquosa de altíssima qualidade produzida sinteticamente e rica em nitrogênio, desenvolvida para atender ao sistema SCR (Redução Catalítica Seletiva) na redução de até 80% das emissões de NOX (Óxidos de Nitrogênio), gerados pelos veículos movidos a diesel.

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terça-feira, 13 de março de 2012

GREVE DE ONIBUS EM BH CONTINUA

Termina sem acordo reunião entre os motoristas para o fim da greve em BH
Maior impasse foi em relação aos reajustes salariais. Empresários tentaram na reunião da tarde fazer com que a Justiça decretasse a greve como ilegal. Justiça propôs aumento salarial de 9%, o que será analisado por trabalhadores e empresários.
ADAMO BAZANI - CBN
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Motoristas e cobradores de ônibus e empresários não chegaram a um consenso agora há pouco na audiência de conciliação entre representantes de motoristas e cobradores de ônibus de BH – Belo Horizonte e Região Metropolitana e sindicato das empresas de transporte coletivo no “plenarinho” do TRT – Tribunal Regional do Trabalho.
O maior entrave foi em relação aos índices de reajustes salariais.
Os empresários mantiveram a proposta de 6% de aumento e os trabalhadores continuaram com a reivindicação de 20% de aumento.

PROPOSTA DE 9% DE AUMENTO:

O desembargador Marcus Moura Ferreira, do Tribunal Regional do Trabalho, propôs um reajuste de 9% para a categoria.
Nesta quarta-feira, os motoristas e cobradores devem realizar uma Assembléia às 4 horas da tarde para discutirem a proposta.
O Sindicato se comprometeu a obedecer a determinação de frota mínima de 50% nesta quarta-feira, aumentando o número de ônibus para 70% nos horários de pico entre às 6h e às 9h e das 17h00 às 20 horas.
Os sindicatos patronais não viram positivamente, de início, a proposta do desembargador. Os representantes das empresas disseram que o índice vai causar impactos financeiros das companhias.

REUNIÃO TUMULTUADA:

Participaram da reunião o STTR – BH – Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Belo Horizonte, o Setra – BH – Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte, que representa as viações que operam na capital mineira e o Sintram – Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano, que reúne as empresas que operam na capital e nos municípios da Grande BH, além dos órgãos responsáveis pela fiscalização e gerenciamento dos transportes coletivos.
O procurador geral de Belo Horizonte, Marco Antônio Resende, também participou do encontro e pediu que a Justiça determinasse o fim da greve.
Mas o desembargador Marcus Moura Ferreira disse que a prefeitura não deve se interferir nas negociações. O poder público, no entendimento do magistrado, deve se limitar a sensibilizar as partes em prol dos cidadãos e garantir o cumprimento dos serviços mínimos pelos órgãos gerenciadores.
A reunião foi tão tumultuada que o desembargador teve de ouvir as partes isoladamente depois de tomar conhecimento da posição de trabalhadores e empresários em conjunto.
Antes mesmo do fim da audiência de conciliação, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários – STTR-BH, Ronaldo Batista de Morais, afirmou que a greve continuaria nesta quarta-feira.
Ele não soube precisar quanto ao cumprimento da frota mínima e se a greve será total ou parcial, o que seria decidido na madrugada com a categoria.
Os empresários chegaram a pedir novamente a ilegalidade da greve pelo fato de a determinação da Justiça ao exigir frota mínima de 50% durante todo o dia e 70% nos horários de pico não ter surtido efeito prático.
A reunião entre empresários e trabalhadores no final da manhã desta terça-feira não teve acordo.
A categoria trabalhista pedia 20 % de reajuste salarial, aumento para 30 folhas no tíquete-alimentação, cada uma com o valor de R$ 15,00, Participação nos Lucros e Resultados, redução na jornada diária de trabalho para 6 horas, fim da dupla função de motoristas que dirigem e cobram ao mesmo tempo e banheiros femininos para funcionárias nos terminais de ônibus – estações BHBUS.
As empresas de ônibus ofereceram 13% de reajuste salarial condicionados à elevação de 20 minutos na carga horária por dia e 9% de aumento para o pessoal da administração ou então 6% de reajustes de salários para toda a categoria sem alteração na jornada de trabalho. Pelas companhias, o reajuste no valor do tíquete alimentação seria também de 6%. A PRL – Participação nos Lucros e Resultados, de acordo com proposta das empresas, seria de R$ 150,00 para quem ganha até R$ 1 mil e de R$ 300 para quem recebe acima disso. As empresas de ônibus não aceitam, num primeiro momento, redução na jornada de trabalho.

FROTA MÍNIMA:

Não foi bem recebida na parte da tarde pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Belo Horizonte – STTR – BH a determinação do primeiro vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho – 3ª região de Minas Gerais, desembargador Marcus Moura Ferreira.
Ele não julgou a legalidade da greve como foi pedido pelas empresas de ônibus, mas estipulou que 50% dos serviços sejam cumpridos durante a greve e 70% nos horários de pico, das 06 h às 09 h e das 17 h às 20 horas.
Para o Sindicato, os trabalhadores devem cumprir apenas os 30% de frota e serviços mínimos estipulado pela Lei de Greve, lei nº 7783/1989.
A situação foi bem diferente entre os diversos terminais da cidade de Belo Horizonte e dos Municípios da Região Metropolitana.
Enquanto em estações como a BHBUS do Villarinho os serviços eram mais intensos no Terminal do Barreiro estavam bem abaixo dos 30% prometidos pelo sindicato dos grevistas.

NÚMEROS:

O Sistema de Belo Horizonte e Região Metropolitana é composto por:
- 73 empresas de ônibus: 58 na capital mineira e 15 na Grande BH.
- Ônibus: 3010 veículos:
- Passageiros: cerca de 3 milhões, sendo 1,6 milhão só em Belo Horizonte
- Linhas: 296
- Viagens: 25 mil 567 viagens por dia.

TRÂNSITO:
Mais uma vez por causa do excesso de veículos, já que muita gente que usa transporte público no dia a dia teve de optar pelo carro particular, o trânsito ficou bem congestionado em diversas vias de Belo Horizonte e das principais cidades da Região Metropolitana.
Houve congestionamentos em diversas ruas e avenidas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes


FOTO:
Terminou sem acordo reunião entre trabalhadores e empresários e greve dos ônib8us em BH e região metropolitana continua nesta quarta-feira. Justiça propôs aumento de 9%, o que vai ser analisado pelas duas partes. Sindicato garantiu que frota de 50% durante todo o dia e de 70% nos horários de pico será cumprida. Na segunda e na terça-feira, os ônibus que saíram às ruas tiveram de ser escoltados pela polícia. Foto: O Tempo.

Greve de Onibus em BH - Dissidio na Justiça

Empresas vão pedir na Justiça dissídio coletivo
BHTrans deve notificar as viações pelo não cumprimento de frota mínima e falta de preparo em relação a greve dos motoristas e cobradores em BH e região metropolitana
ADAMO BAZANI – CBN
bh-complemetar-adamo
As empresas de ônibus em Belo Horizonte e Região Metropolitana tentam na Justiça do Trabalho interromper a greve dos motoristas e cobradores que desde a madrugada desta segunda-feira, dia 12 de março, prejudica 1,6 milhão de passageiros só na Capital Mineira e cerca de 3 milhões de usuários em toda a Região Metropolitana.
O Setra – BH – Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte alega que a greve é irregular. Para a entidade, não houve comunicação oficial de 72 horas antes da paralisação, como prevê a Lei de Greve.
Assim, as empresas de ônibus vão tentar também um dissídio coletivo na Justiça.
A BHTrans – Empresa de Trânsito e Transportes de Belo Horizonte, órgão que gerencia os sistema de ônibus notificou as empresas de transporte pelo não cumprimento dos serviços durante a greve.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belo Horizonte – STTR – BH prometeu frota mínima em operação de 30% durante todo o dia. Esse percentual não foi cumprido em diversas linhas na capital e municípios vizinhos.
O Ministério Público do Trabalho determinou frota de 100% nos horários de pico e 50% nas demais horas com punição de R$ 300 mil por dia contra o Sindicato dos Rodoviários caso a determinação não fosse seguida, como ocorreu de fato.
Mesmo o não cumprimento da determinação sendo de responsabilidade do Sindicato dos Trabalhadores, a BHTrans entende que as empresas também deveriam se preparar melhor e criar planos de emergência, além de colaborarem para a realização dos serviços mínimos.
As empresas acham injustas as notificações da BHTrans porque, segundo o sindicato patronal, não poderiam forçar os motoristas e cobradores a irem ao trabalho.

Vários casos de depredação a ônibus foram registrados quando algum motorista tentava trabalhar. Houve registros de ocorrências nos bairros Itacolomi, Carlos Prates, Palmeira, Caiçara. Um motorista chegou a ficar ferido sem gravidade.
“Quando os trabalhadores fizeram isso, perderam a razão, mostraram que não tinham a mínima intenção de cumprir a frota mínima. E agora são as empresas que devem pagar por isso?” – disse um diretor de uma viação da região metropolitana ao Blog Ponto de Ônibus / Canal do Ônibus, que pediu para não ser identificado.
Não há consenso entre empresas de sindicato dos trabalhadores
O Sindicato Trabalhista que pedia 49% de reajuste salarial agora trabalha com a possibilidade de negociar 20% de aumento para motoristas, cobradores e despachantes.
Além disso, a categoria pede aumento no tíquete alimentação para 30 folhas no valor de R$ 15,00 cada, participação nos lucros e resultados, banheiros femininos nos terminais, fim da dupla função (motoristas que dirigem e cobram) e diminuição na jornada de trabalho para 6 horas diárias.
As empresas ofereceram aumento salarial de 13% condicionado à elevação na carga horária em 20 minutos ou 6% sem alteração de carga horária. Pelas empresas de ônibus, o tíquete – alimentação subiria em 6% e a Participação nos Lucros seria de R$ 150,00 para quem ganha até R$ 1000,00 e de R$ 300,00 para quem recebe acima de R$ 1000,00.
Se o impasse em relação à greve não for resolvido e movimento continuar, os moradores de Belo Horizonte e Região Metropolitana devem enfrentar problemas no trânsito das principais ruas e avenidas, como ocorreu na manhã desta segunda-feira.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
FOTO:
Apenas os micro-ônibus do serviço complementar, que são operador por autônomos, funcionaram normalmente, mas não deram conta da demanda de passageiros. BHTrans promete punir as empresas por falta de frota mínima. Viações acham injusto e querem término da greve na Justiça. Foto: Hoje em Dia.